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O SW4 Flex finalmente chega para completar a linha da nova geração e deixa o utilitário esportivo japonês muito mais acessível.

Numa época em que quase todos os utilitários esportivos nada mais são do que crossovers e que os próprios SUVs abriram mão da robustez em busca de conforto, é interessante ver que o Toyota SW4 mantém a tradição. Trata-se de um carro que usa a velha fórmula da carroceria montada sobre um chassi, como eram os primeiros SUVs. Mesmo assim, o SW4 consegue ser bem confortável, pois sua suspensão traseira independente (de quatro braços com molas helicoidais) foi recalibrada nessa nova geração para melhorar a maciez no rodar.

O resultado é um carro robusto e ao mesmo tempo agradável. A novidade aqui, entretanto, é a chegada do motor flex, que estava há cerca de um ano fora da linha SW4. O motor é o mesmo 2.7 de 159/163 cavalos, mas agora com duplo comando variável e com sistema de partida a frio (eliminou o tanquinho de gasolina). Melhor que isso, a transmissão automática passou de quatro para seis velocidades. Essas modificações fizeram bem ao SW4 flex. Disponível com cinco lugares (R$159.600) ou com sete (R$ 164.900), a versão SR 2.7 AT Flex também tornou o carro muito mais acessível.

Antes, o Toyota SW4 mais em conta era o V6 4.0 a gasolina (R$ 216.700). Verdade que na concorrência você ainda encontra um Chevrolet Trailblazer de R$ 159.990 e com muito mais potência (277 cv), mas não é flex e não tem o mesmo carisma. Em termos de economia de combustível, usar o SW4 flex na cidade representa pouca vantagem – apenas R$ 256 a cada 5.000 km, em comparação com o Trailblazer V6 a gasolina. E na estrada o dono de um SW4 gastaria mais (R$ 152). Entretanto, quem gosta do SUV da Toyota não quer saber do rival da Chevrolet.

Enquanto o SW4 ocupa a sétima posição no ranking da categoria (6.063 vendas até julho), o Trailblazer é apenas o 32º carro mais procurado (539 vendas). Rodando, o Toyota agrada bastante. Seu alto padrão de conforto, a generosidade do espaço interno, o bom acabamento, o conforto dos bancos, a maciez da suspensão e até o silêncio a bordo surpreende, justificando seu preço. O carro é imponente e seguro. Na configuração de cinco lugares, o porta-malas é gigante. 

Publicada em 28/09/2016 - 15:39 por Motor Show

Setembro/2015