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Versão 1.8 híbrida é a principal aposta da Toyota, mas jornalistas recomendam a 1.2 turbo.

A versão definitiva do Toyota C-HR foi apresentada em março, no Salão de Genebra. O novo crossover será um dos modelos globais da Toyota e já garantiu sua fama pelo design ousado, cheio de recortes e vincos. Porém, só agora a imprensa especializada da Europa começou a avaliar o modelo.

Construído sobre a plataforma TNGA, a mesma do híbrido Prius, o C-HR quer conquistar um público menos conservador com seu estilo futurista. Ele traz carroceria com 4,36 metros de comprimento e carroceria com pitadas de cupê. Para o site britânico Top Gear, o desenho da cabine soa como novidade tanto quanto o exterior. Isso é confirmado pelas novas formas do painel, cores e texturas que melhoram o nível de acabamento visto nos últimos modelos da Toyota.

Segundo os jornalistas ingleses da Autocar, a posição de dirigir é elevada apesar do centro de gravidade ser baixo (méritos da plataforma TNGA). Para os ocupantes do banco traseiro, o espaço para a cabeça fica restrito por conta do caimento acentuado do teto na traseira, bem como a sensação de um ambiente claustrofóbico em virtude das estreitas janelas laterais.

A tendência de cupê e/ou hatch médio não fica restrita ao visual. O crossover combinaria conforto em vias esburacadas a um bom comportamento dinâmico em curvas. De acordo com a Toyota, nesse aspecto as referências para seu desenvolvimento foram o Audi Q3 e o VW Golf.

Os jornalistas europeus foram econômicos tanto nos elogios quanto nas críticas à condução do C-HR, o que nos dá a entender que, no final das contas, o novo modelo segue a tradição da Toyota de oferecer experiências tranquilas ao volante, sem grandes pretensões.

No quesito motorização, o Toyota C-HR tem à disposição um conjunto híbrido 1.8 de 122 cv e 14,4 mkgf de torque (o mesmo do Prius), bem como um motor 1.2 turbo de 116 cv e 18,8 mkgf de torque apenas à combustão. Ambos são equipados com transmissão automática do tipo CVT, sendo que o câmbio manual de seis marchas é exclusivo do propulsor turbo.

Na Europa, é esperado que o conjunto híbrido responda por 70% das vendas do modelo. O C-HR com motor 1.8 híbrido conta com números de desempenho compatíveis com o segmento.

Porém, a transição entre os modos de energia (a combustão e elétrico) e os modos de regeneração de energia nos freios poderia ser mais suave, segundo a Autocar. No geral, a configuração 1.2 turbo foi a mais recomendada, equilibrando custo-benefício, performance adequada e baixo consumo.

Apesar de ter trazido o C-HR (ainda conceito) para o Salão do Automóvel de São Paulo, a Toyota não confirma a vinda do crossover para o Brasil. Sua fabricação local é sugerida pelo fato de ele compartilhar a plataforma e o conjunto mecânico do Prius, que será produzido por aqui em 2018, assim como a futura geração do Corolla.

Segundo fontes da marca, há uma pressão dos próprios concessionários da rede para que o C-HR seja vendido por aqui, dando à Toyota um forte concorrente no segmento mais quente do mercado, o de SUVs compactos como Renegade, HR-V, Kicks, EcoSport e Tracker.

Publicada em 23/11/2016 - 16:42 por Quatro Rodas

Dezembro/2015