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Com o veículo eléctrico a conquistar terreno, a Toyota estará já a trabalhar em baterias de maior autonomia e com tempos de carga mais baixos.

As novas baterias em que o construtor nipónico está a trabalhar deverão conseguir armazenar o triplo da energia, comparativamente com as de iões de lítio, oferecendo, ainda, uma maior longevidade.

Uma notícia avançada pelo diário japonês Chunichi Shimbun revela que a Toyota está a desenvolver num novo tipo de baterias, que não só garantem uma melhoria significativa na autonomia, como também períodos de carregamento mais rápidos.

Esta nova tecnologia de baterias, que está a ser desenvolvida ao mesmo tempo que uma nova geração de veículos – os quais terão por base uma nova plataforma – utiliza uma solução no estado sólido, que não só permite o recarregamento em apenas alguns minutos, como consegue ser mais segura que as baterias de iões de lítio.

Recorde-se que as baterias de iões de lítio que hoje em dia são utilizadas nos veículos eléctricos necessitam de, na melhor das hipóteses, entre 20 e 30 minutos para repor a totalmente da sua capacidade. E, uma vez recarregadas, garantem autonomias de não mais que 300 a 400 km.

Contactado pelo diário japonês, o porta-voz da Toyota Kayo Doi recusou-se a comentar produtos específicos, mas admitiu que a empresa pensa comercializar a tecnologia de baterias no estado sólido já a partir de 2020. O que não impede o analista do mercado automóvel Christopher Richter, em declarações à Automotive News, de sublinhar que “existe um caminho muito longo entre os sucessos alcançados no banco de ensaios e a fase de produção”.

Certo é que a Toyota não esconde a sua ânsia de voltar a ser líder nos eléctricos, tendo sido precisamente com esse intuito que, ainda em 2016, o próprio presidente da companhia, Akio Toyoda, assumiu a divisão responsável não apenas conceber, mas também fabricar, os futuros veículos eléctricos do construtor nipónico.

Entretanto, a companhia estará já a preparar-se para dar início à produção em massa de veículos eléctricos na China, o maior mercado automóvel a nível mundial, o mais tardar em 2019. Sendo que, de acordo com as mesmas fontes, o primeiro modelo a comercializar no País do Sol Nascente será uma derivação do crossover C-HR, (ainda) impulsionado por baterias de iões de lítio.

Publicada em 25/07/2017 - 14:32 por AUTOO

Setembro/2015